A avaliação dentro do campo educacional pode ser definida de diferentes maneiras; porém, qualquer que seja sua definição, a avaliação será sempre o retrato da eficácia de programas e métodos de ensino; portanto, avaliação significa atribuição de valor, nunca desvalorização.
Dentre as muitas formas de avaliar, nossa escola opta pela Avaliação Intermediadora, que visa determinar a presença ou ausência de conhecimento ou habilidades, inclusive buscando detectar pré-requisitos para novas experiências de aprendizagem; é uma etapa do processo educacional que tem por objetivo verificar em que medida os conhecimentos anteriores ocorreram e o que se faz necessário planejar para solucionar dificuldades encontradas. Evidentemente, o sentido dado pelo professor à avaliação está intimamente relacionado à sua concepção de educação.
Entendemos, pois, que o sentido da avaliação é o seguinte: Avaliar (verificar) para que os alunos aprendam mais e melhor.

Podemos imaginar um dia em que não haja mais nota na escola – ou qualquer tipo de reprovação, mas certamente haverá necessidade de continuar existindo avaliação, para poder acompanhar o desenvolvimento dos educandos e ajudá-los em suas eventuais dificuldades.
A avaliação deve ser contínua para que possa se cumprir sua função de auxílio ao processo de ensino-aprendizagem, ou seja, a avaliação que importa é aquela que é feita no processo; avaliar na hora que precisa ser avaliado, para ajudar o aluno a construir o seu conhecimento, verificando os vários momentos do desenvolvimento dos alunos e não julgando-os apenas num determinado momento. Avaliar o processo e não apenas o produto, ou melhor, avaliar o produto no processo.

No seu verdadeiro sentido, a avaliação sempre faz parte do processo de ensino-aprendizagem, pois o professor não pode propiciar a aprendizagem a menos que esteja constantemente avaliando as condições de interação com seus educandos. Está relacionada ao processo de construção do conhecimento, que se dá através de três momentos: Síncrese, Análise e Síntese.

Pela avaliação o professor vai acompanhar a construção das representações no aluno, percebendo onde se encontra (nível mais ou menos sincrético), bem como as elaborações sintéticas, ainda que provisórias, possibilitando a interação na perspectiva de superação do senso comum.

A avaliação somente cumprirá sua função, se baseada no seguinte esquema:

CAPÍTULO IX – DA VERIFICAÇÃO DO RENDIMENTO ESCOLAR

Art. 99 – A avaliação contínua e cumulativa de desempenho, parte integrante do processo educativo, visa os seguintes objetivos:

1. Possibilitar a aceleração de estudos para alunos com atraso escolar.

2. Possibilitar avanços de cursos ou séries mediante verificação do aprendizado.

3. Formar no aluno a consciência objetiva de si mesmo.

4. Levar o aluno a síntese periódica do conteúdo, possibilitando-lhe uma visão global da realidade, maior clareza, aprofundamento na formação de seu pensamento.

5. Possibilitar ao professor, controle dos resultados do processo de aprendizagem, integrado no processo educativo, pelo acompanhamento das reações de aprendizagem, pela avaliação do rendimento do trabalho docente e aproveitamento de elementos que ajudam a orientar o aluno à superação de suas deficiências e a estimulá-los a um aperfeiçoamento que vença suas insuficiências.

6. Fornecer ao estabelecimento dados necessários à verificação da consecução de seu objetivo.

Art. 100 – O rendimento escolar do aluno é verificado através da apuração de assiduidade e da avaliação de aproveitamento num processo contínuo e cumulativo, que na prática fundamenta-se:

1. Em atividades como verificações escritas, arguições, trabalhos individuais e outras atividades.

2. Na observação do professor considerando a participação dinâmico-positiva nas aulas e atividades escolares e demonstração em progredir e adquirir consciência crítica, bem como assiduidade e a pontualidade às aulas e na execução dos trabalhos.

Art. 101 – São instrumentos de avaliação utilizados pelo Estabelecimento: verificação escrita imediata, quinzenal ou trimestral; provas trimestrais e simulados e arguição oral.

 

Art. 102 – Os dados registrados nas avaliações são sintetizados trimestralmente, de zero a dez pontos (10), com a seguinte aplicação de pesos:

(1º Trimestre x 3) + (2º Trimestre x 3) + (3º Trimestre x 4) = 100/10.

PARÁGRAFO ÚNICO: A média trimestral será o resultado das avaliações dadas no trimestre, no mínimo duas, conforme critério estabelecido pela Orientação Pedagógica, sendo registradas numa escala de 0 a 10 pontos.

Parágrafo único: Os trimestres ficarão assim divididos:

I. Primeiro Trimestre: fevereiro, março e abril.

II. Segundo Trimestre: maio, junho e agosto.

III. Terceiro Trimestre: setembro, outubro e novembro.

 

Art. 103 – O resultado final será a média ponderada das notas trimestrais, processadas pela fórmula:

média

 

CAPÍTULO X – DA PROMOÇÃO

Art. 106 – São considerados:

1. Aprovados de imediato, os alunos com frequência igual ou superior a 75% e média igual ou superior a 6(seis), após o 3º Trimestre.

2. Em recuperação final os alunos com frequência igual ou superior a 75% e média inferior a 6(seis), após o 3º Trimestre.

3. Aprovados após recuperação, os alunos de frequência igual ou superior a 75% e média final igual ou superior a 5 (cinco).

CAPÍTULO XII – DA RECUPERAÇÃO

Art. 112 – A recuperação é um processo contínuo e concomitante ao cumprimento do currículo, intensificando-se no final do ano letivo. O Estabelecimento oferece recuperação nas seguintes modalidades: paralela, parcial e final.

Art. 113 – A recuperação consiste num trabalho de orientação e acompanhamento e tem como objetivo ajudar o aluno a superar as insuficiências verificadas em seu aproveitamento no processo ensino-aprendizagem.

Art. 114 – O processo de recuperação é desenvolvido através de:

1. Estudo de Recuperação Paralela ao ensino regular, objetivando a recuperação de conteúdo.

2. Estudos de Recuperação Parcial, de caráter facultativo, após o término do segundo trimestre letivo.

3. Estudos de Recuperação Final, de caráter obrigatório, após o término do terceiro trimestre letivo.

4. PARÁGRAFO ÚNICO – Os estudos de Recuperação Paralela (de conteúdo) referidos neste artigo são ministrados pelo próprio professor da turma ou professor indicado pelo estabelecimento, em horários normais de aula.

Art. 115 – Poderão realizar provas de Recuperação Parcial, de caráter facultativo, após o término do segundo trimestre letivo, os alunos com média Trimestral (1º e 2º) inferior a 6,0 em cada componente curricular, seguindo os seguintes critérios:

1. As notas do 1º e 2º trimestres serão substituídas pela nova nota a ser atribuída na Recuperação Parcial. Caso o aluno faça a recuperação e não obtenha a média 6,0 prevalecerá a nota maior.

2. O aluno deverá fazer sua inscrição nos componentes curriculares e/ou atividades que deseja fazer a recuperação, mediante requerimento assinado pelos pais ou responsáveis e será cobrada taxa a parte, por componente curricular que o aluno se inscrever para recuperação.

3. A Recuperação Parcial será realizada fora do horário normal de aula, constando apenas de avaliações escritas, sendo continuação da recuperação paralela de conteúdos realizada durante o 1º e 2º trimestres.

Art. 116 – O período de recuperação Final, intensiva, é previsto após o término do ano letivo e tem duração de 10(dez) dias letivos, podendo incluir sábados. Os estudos de recuperação Final intensiva, de caráter obrigatório, serão ministrados pelo professor ou por pessoas credenciadas, desde que os planos sejam elaborados sob a orientação do SOP e a avaliação dos alunos seja revisada pelo mesmo.